5 mitos sobre os tênis de corrida

5 mitos sobre os tênis de corrida

Qualquer corredor sabe da importância que um tênis de corrida adequado tem para o seu desempenho. Não é por acaso que os calçados são os melhores amigos daqueles que se dedicam às passadas. Sem a dupla nos pés, muita gente jamais praticaria o esporte.

No entanto, em volta desse assunto existe, também, uma porção de mitos que faz com que muitos corredores fiquem em dúvida sobre a escolha certa a fazer e como manter os seus pisantes. A seguir, desvendamos as cinco lendas mais comuns entre os corredores de rua.

Tênis de corrida corrige a pisada

Os tênis foram desenvolvidos para ajudar o corredor a alcançar a melhor performance, o que o protege do contato do solo e deixa a corrida o mais prazerosa possível, dentro dos objetivos e necessidades de cada um. Se você tem pisada pronada e usa um calçado com suporte específico para isso, não vai passar a ter uma pisada neutra. O pisante irá, apenas, ajudar a controlar o forte movimento de pronação, ao contrário de mudar definitivamente a maneira de correr do seu corpo. Seja sua pisada pronada, supinada ou neutra, o grande segredo é correr com um tênis que você goste e se sinta confortável.

Todos os tênis são desenvolvidos da mesma forma

A finalidade dos calçados é atender as diferentes necessidades de cada corredor, além dos diferentes tipos de superfícies (corrida de rua, trilha e atletismo). É através das diferentes tecnologias que as marcas conseguem oferecer o calçado ideal para cada tipo de uso. Por isso, existe uma infinidade de maneiras diferentes de fazer os tênis que você encontra no mercado.

O melhor é sempre usar o mesmo tênis

Os calçados sofrem algumas deformações (principalmente no amortecimento) por conta do impacto das passadas, o que faz com que eles precisem de um tempo para se recuperar e voltar ao normal. Por isso, usar sempre o mesmo tempo não é uma boa estratégia. Além disso, a durabilidade do pisante pode ser afetada e seu desempenho pode ser reduzido quando você não desgruda de um único modelo. O ideal, então, é fazer a alternância de calçados, o que, além de garantir uma durabilidade maior, permite ao atleta maior fortalecimento dos músculos e reduz a chance de lesões.

Há um melhor tênis de corrida

Provavelmente, você tem um calçado favorito. Mas isso não significa que a sua escolha é igual a dos seus amigos de passadas. Como os tênis de corrida são projetados para diferentes tipos de pessoas, de estruturas corporais, de formatos de pés e objetivo, o que você considera ser o seu sapato perfeito pode ser completamente errado para o seu colega de treinos. As mesmas características que fazem com que você goste de um pisante pode torná-lo desconfortável para outra pessoa. Por isso que indicações não devem ser levadas ao pé da letra. Na hora da escolha, sempre leve em consideração o seu tipo de pisada, se você é magro, mediano ou pesado, se busca um tênis para o ganho de performance, com maior amortecimento ou estabilidade e que tipo de treino fará com ele (curto, longos ou prova).

Calçados minimalistas são descartáveis

Muitas pessoas acham que os calçados muito leves, usados em provas pelos atletas com maior condicionamento e preparo muscular, são descartáveis, o que faz com que você tenha que jogá-lo fora logo depois da corrida. Isso é um grande mito. Hoje em dia, os sistemas de amortecimento das marcas, por mais minimalistas que sejam, são extremamente modernos e os materiais usados na construção do calçados estão preparados para aguentar mais corridas (eles não rasgam ou se desgastam tão facilmente).

O momento de aposentar o tênis é quando a borracha do solado perdeu sua propriedade de aderência (ficando lisa e, algumas vezes, até deformada) ou quando você começa a sentir algum tipo de desconforto na musculatura e articulações das pernas.

(Fontes: Rodrigo Barreiros, gerente de calçados da Mizuno, e Flávio Anderson Higa, analista de calçado de Running da ASICS)

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