Estou com problemas de ereção após a cirurgia. O que devo fazer? Devo ter paciência e dar tempo ao tempo?

Eu tenho 43 anos de idade e no ano passado fui diagnosticado com CA de Próstata. Meu médico recomendou-me um urologista que basicamente me deu uma única opção: Prostatectomia Radical (PR). Outro urologista, indicado pelo primeiro que me atendeu, avaliou a possibilidade de radioterapia e concluiu que, realmente, o melhor no meu caso seria a PR.

Fiz a PR e fiquei surpreso com a rapidez e facilidade do procedimento e da recuperação.

Mais uma vez, insisto, eu tenho 43 anos. Disseram-me que os meus dois maiores problemas posteriores seriam a possível incontinência e o que eles chamam de “função”. Disseram-me também que haveria fisioterapia após a cirurgia.

Tudo parecia ótimo e encarei o futuro com otimismo.

Só não me foi dito (o que eu deveria ter tomado conhecimento prévio) é que eu nunca mais irei ejacular. Bem como não me disseram que eu nunca mais poderei ter uma ereção “natural”.

Quando constatei a existência desses problemas, afetando a “função”, foi-me dito que “os nervos vão regenerar”, tudo dependendo de quanto eles foram atingidos na cirurgia.

O que devo fazer? Devo ter paciência e dar tempo ao tempo?

6 Replies

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  • Caro Zabil,

    O problema que você relatou é bastante comum em homens que fizeram tratamento para Câncer de Próstata.

    Acho que você deve manter a esperança, mas não deve ficar parado durante este período.

    O que aconselhamos é procurar seu médico e discutir soluções mais imediatas para seu problema. Existem algumas alternativas, mas somente um profissional de saúde, baseado em sua avaliação física, pode recomendar a solução mais adequada.

    Recomendamos, também, procurar terapias que o ajudem a enfrentar este problema.

    Espero ter ajudado e nos colocamos a disposição para esclarecer mais dúvidas.

    Um grande abraço,

    Associação pela Saúde da Próstata

  • Vou agendar nova consulta com meu urologista.

  • A quanto tempo foi sua operação? Meu médico disse para mim que leva de 6 meses a um ano e meio para se ter certeza que as sequelas são definitivas. Então , se esse é o caso, se parte para outras opções. Enquanto se espera, existem remédios injetáveis que, se não são a solução, pelo menos são um paliativo... Eu operei há 5 meses, em abril, e graças a Deus já sinto que tudo está voltando gradativamente... O importante é não ficar desanimado, senão vc pira e é pior. Digo isso com conhecimento de causa. O objetivo primordial numa situação dessas deve ser preservar a saúde e a vida, o resto se não tiver cura, tem tratamento.

  • Os médicos não tem consenso a respeito do assunto, o que é normal pois muito ainda se está aprendendo a partir da experiência. Há médicos que recomendam o uso imediato do Viagra ou outro medicamento para combater a disfunção erétil logo após a cirurgia. A ansiedade prejudica a função. Portanto, tenha calma, procure informar-se sobre o assunto (consulte a Internet) e discuta com o médico. É muito importante, também, o contato com pessoas que tiveram o mesmo problema, como é feito através desta comunidade. Alimente-a com seus depoimentos.

  • Obrigado pelas respostas. Fui operado no final do ano passado. Sinto que melhorou um pouco, mas não voltou ao normal. O que mais me irrita é a falta de informação por parte do médico. Tenho consulta marcada para o mes que vem. Depois aviso como foi

  • Zabil, passo pelo mesmo problema que você. A diferença talvez, foi que no meu caso eu tive a exata consciência sobre o que me esperava, pois meu médico me colocou todas as cartas na mesa e me deu a certeza de que não havia outra opção a tomar. Preservar a vida com o máximo de saúde possível é o que importa, o resto se trata. No meu caso, sinto que tudo aos poucos vai voltando. Como disse meu médico: você não pode quebrar um braço e querer jogar tênis um mês depois...Paciência cara...tudo vai se resolver. Procure conhecer as opções que você tem a sua disposição, e aceite que a vida mudou, e vc tem que se adaptar. Esse é o meu pensamento, por que senão a gente pira. Um abraço.

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