PÉ DE CHARCOT E DIABETES

PÉ DE CHARCOT E DIABETES

É muito comum pessoas com diabetes sofrerem de alguma variação de neuropatia em sua vida. A neuropatia nos pés (categorizada como neuropatia periférica) pode ser muito perigosa para pessoas com diabetes por algumas razões. A principal é devido à falta de sensibilidade nos pés, a qual é limitada nos pés das pessoas com neuropatia periférica, e lesões internas como fraturas ou entorses menores podem ocorrer mesmo sem você perceber. Esta condição é classificada como “Pé de Charcot” ou “pé diabético”. Se esta condição não for detectada a tempo, podem ocorrer várias complicações e estas podem levar à amputação dos membros. Em seguida, revisaremos as principais causas do Pé de Charcot e como esta condição pode ser evitada.

Geralmente, o pé de Charcot desenvolve-se a partir de uma pequena fratura ou torção do tornozelo ou articulação que não curam devidamente, provocando uma deformação do pé. Esta complicação está associada à neuropatia periférica que impede a percepção da fratura antes da deformação do pé aparecer. Algumas pessoas com diabetes têm maior risco de neuropatia e também podem ter diminuição da densidade óssea, o que as torna mais propensas a fraturas que passam despercebidas, resultando em pé de Charcot. Existem vários sintomas associados a esta condição, cuja gravidade depende do progresso da complicação. Alguns dos sintomas incluem:

# Inflamação ou vermelhidão do pé ou tornozelo

# Aumento da temperatura no local da lesão

# Sensação de dor profunda

# Deformação do pé

# Ulcerações crônicas abertas

Na maioria das vezes, o Pé de Charcot é diagnosticado de acordo com vários critérios, incluindo um exame físico para detectar deformação no pé, exames de imagem (ressonância magnética, raios-X, etc.), análises laboratoriais e avaliação dos sintomas clínicos. O Pé de Charcot pode ser tratado por métodos de cirurgia ou não-cirúrgicos, dependendo da gravidade da deformidade. Se o diagnóstico for feito numa fase inicial, quando a deformidade é leve, você pode usar dois métodos não-cirúrgicos: a colocação de um molde de gesso ou o uso de um sapato ortopédico, feitos sob medida.

O gesso é utilizado para estabilizar as articulações envolvidas na fratura. Isso vai ajudar a curar os ossos de forma adequada e certificar que o paciente não esteja colocando qualquer pressão sobre o pé durante esse tempo. Ele também ajuda a reduzir qualquer inchaço que esteja presente. Após ocorrer o processo de cicatrização (ou se a condição for muito pequena), o médico, normalmente, irá recomendar um sapato ou bota específicos, a fim de manter a estabilidade e o processo de cicatrização correta. Isso pode ajudar a prevenir ulcerações causadas pelo Pé de Charcot.

Quando os danos já avançaram muito, é necessário recorrer à cirurgia. Existem diferentes tipos de procedimentos, dependendo da extensão da lesão. No entanto, após o procedimento cirúrgico, é necessário que o paciente também utilize um molde de gesso ou sapato ortopédico para garantir a cicatrização adequada. Portanto, é muito importante que as pessoas com diabetes mantenham um olhar atento sobre seus pés, porque, muitas vezes, as lesões não são óbvias até que seja tarde demais. Para evitar que um caso grave de pé Charcot aconteça com você, certifique-se de ir a um médico (podólogo) pelo menos uma vez por ano. Ele pode avaliar e calcular quanta pressão seus pés podem suportar, o que é fundamental para evitar acidentes. Se sofrer uma queda ou tiver o passo incorreto, o melhor é ir imediatamente ao médico para fazer uma revisão completa do pé e detectar pequenas lesões que possam m resultar em Pé de Charcot.

Fonte: DiabeTV Brasil

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