Cientistas brasileiros identificam novos mecanismos para o tratamento do câncer de próstata

Entender como uma célula sadia transforma-se em uma cancerígena é, atualmente, a melhor aposta dos cientistas para combater o câncer. Identificar as moléculas envolvidas nesse processo, porém, está longe de ser uma tarefa simples. Isso porque as células usam caminhos — e sortilégios — variadíssimos nessa transformação. Ainda assim, um novo estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), coordenada por pesquisadores brasileiros, destrinchou, pela primeira vez, alguns dos mais importantes mecanismos utilizados pelas células tumorais durante o desenvolvimento do câncer de próstata — o segundo mais comum entre homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma).

Entre os líderes do estudo está o casal de cientistas brasileiros Renata Pasqualini e Wadih Arap, além de Emmanuel Dias-Neto, pesquisador e especialista em genômica do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo. O trabalho foi desenvolvido, principalmente, nos Estados Unidos (University of New Mexico Cancer Center) e contou com a participação de um grupo de cientistas do centro de pesquisas brasileiro.

O time multidisciplinar identificou o mecanismo de ação de dois participantes-chave na formação do câncer de próstata: as moléculas PCA3 e o PRUNE2. Elas interagem fisicamente. A pesquisa constatou que a queda do PCA3 na próstata de animais resulta em tumores menores. Por outro lado, o aumento do PRUNE2 tem efeito semelhante. “Trata-se da descoberta de um sistema de regulagem completamente novo”, diz Renata Pasqualini.

Leia mais em: saudedaprostata.org.br/inde...

oldestnewest

You may also like...