Ministério da Saúde acha que exame de PSA não deve ser feito!

Fórum sobre saúde do homem debate exames para detectar câncer de próstata

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Urologia têm posicionamento diferente quanto ao rastreamento do câncer de próstata. O assunto foi tema hoje (3) do 6º Fórum de Políticas Públicas e Saúde do Homem, na Câmara dos Deputados.

Se vocês achavam que passar de 45 para 50 anos o exame para detecção do câncer de próstata era polêmico, gostaria de saber sobre este posicionamento do Ministério da Saúde que acha que os exames não deveriam ser realizados de forma preventiva.

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saudedaprostata.org.br/inde...

3 Replies

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  • Na Europa, o unico país que tem um programa de rastreamento do PSA permanente é a Áustria, e só na região do Tirol. Esta prática ao longo dos ultimos 15 anos resultou na diminuição de quase 30% de mortes devidas a cancro da próstata.

  • Acho um absurdo, pois essa doença é totalmente assintomática em seu início. Eu mesmo, só a detectei por que faço meus exames anuais e peguei bem no começo, o que me permitiu tratá-la a tempo. Conheço casos de pessoas que tiveram essa doença com 40, 40 e poucos anos, e até um caso em que o paciente tem 35 anos. Não existe isso. Após os 45 anos (eu até diria 40), todo homem deve pelo menos testar seu PSA.

  • No Brasil existem 23.844.474 homens com idade igual ou superior a 45 anos. Essa constitui-se na população em situação de risco em relação ao câncer de próstata. O exame de PSA, ainda que falho e com limitações, é o melhor indicador existente para alertar o médico a respeito de um possível problema com a próstata do paciente. Baseado na anamnese e em exames complementares, o médico pode decidir com razoável segurança se é, ou não, o caso de se fazer uma biópsia, que é a única maneira de realmente diagnosticar o câncer. Contudo, não há estrutura de saúde no Brasil capaz de realizar quase 25 milhões de consultas e exames por ano. Em decorrência, um burocrata resolve o problema através de uma "carteirada" e uma "penada", passando o limite de idade para 50 anos e alterando a regra de exames anuais para exames bianuais, com isso reduzindo o tamanho a população a ser atendida e "melhorando" a capacidade de atendimento do sistema.

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