Musculação ajuda a eliminar gordura do fígado e combate esteatose

Participantes de pesquisa reduziram 10% do problema em três meses de treino

Não sobram dúvidas de que o treinamento de resistência é o caminho mais rápido para o desenvolvimento e a manutenção da força e da potência muscular. Diante dos benefícios inegavelmente visíveis no corpo dos praticantes, a atividade tem uma legião de adeptos.

Mas mais do que um meio para se alcançar o corpo perfeito, a musculação, segundo um estudo israelense, também parece ser um santo remédio para o tratamento da esteatose, a gordura no fígado.

A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é, na verdade, uma constatação de que o fígado está sob um estresse metabólico, sobrecarregado com uma quantidade de gordura acima da capacidade dele: de 5% a 10% do seu volume. Afeta cerca de 30% das pessoas, sendo considerado o problema hepático mais comum do mundo ocidental.

O excesso de peso e de gordura abdominal, o diabetes, o colesterol elevado e as altas taxas de triglicerídeos aumentam o risco de uma pessoa desenvolver problema.

Embora seja apenas um indício de que alterações no estilo de vida são urgentes, sem tratamento pode evoluir para a cirrose e a esteato-hepatite não alcoólica (EHNA), um quadro de inflamação que alcança de 15% a 20% dos pacientes com gordura no fígado.

Enquanto a situação ainda não atinge esses extremos, os médicos recomendam alterações no estilo de vida, incluindo a redução de peso e a realização de atividades físicas. Em relação aos exercícios, porém, a sugestão quase nunca valoriza a musculação, privilegiando mais os aeróbicos.

Agora, é possível que resultados de um estudo israelense publicado recententemente no World Journal of Gastroenterology consigam promover algumas mudanças nessas recomendações: pesquisadores das universidades de Haifa e de Tel Aviv e do Centro Médico Sourasky descobriram que o treinamento de força, e não somente o aeróbico, é um excelente meio para reduzir a gordura no fígado. Shira Zelber-Sagi, principal pesquisadora do trabalho, diz que a estratégia pode ajudar principalmente indivíduos com limitações físicas ou baixa motivação para exercícios aeróbicos.

Fonte:

Isabela de Oliveira - Correio Braziliense Publicação:12/08/2015

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