Aspectos Psicológicos e o Controle Glicêmico

Fonte: www.scielo. br/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S0004-27302004000200009

Autor: Psic. Carolina Del Guídice Antunes

O perfil psicológico e o grau de aceitação do DM1,influenciam diretamente nos níveis glicêmicos dos pacientes.

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica grave que necessita de tratamento intensivo e

orientação médica adequada.

O comprometimento significante na qualidade de vida é frequentemente relacionado ao Diabetes,incluindo limitações funcionais, estresse social e financeiro, desconforto

emocional e até mesmo a depressão.

Estima-se que a redução da qualidade de vida no diabético seja decorrente das complicações a longo prazo e do controle glicêmico inadequado.

Foi realizado um estudo, com análise nos cadastros de 150 pacientes portadores

do DM1.

Todos os pacientes participam de um projeto educacional, “Diabetes Weekend”, que proporciona uma colônia de final de semana, em Minas Gerais.

Esse projeto é realizado por uma equipe multiprofissional (enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, endocrinologista.)

As variáveis estudadas foram idade, sexo, tempo de DM1, administração da insulina,

dose diária de insulina, perfil psicológico e glicemia capilar.

O perfil psicológico do paciente foi avaliado por um profissional especializado

(psicólogo), foram investigados a forma como o paciente está lidando com o Diabetes, a presença dos sentimentos de medo em relação à hipoglicemia/ hiperglicemia e suas

repercussões em ambientes públicos.

Os resultados apontam que a presença de uma doença crônica degenerativa gera

sentimentos diversos de angústia, temor e incertezas nos diabéticos, e em seus

familiares.

Muitas vezes os portadores do DM1 sentem-se frustrados ou “esgotados” com o tratamento e a auto monitorização.

O desconforto psicossocial gerado pelo Diabetes tem um impacto negativo sobre

a capacidade do paciente manter as recomendações básicas de tratamento.

Por conta disso, por maiores que sejam os esforços dos profissionais da saúde, os aspectos de comprometimento na qualidade de vida dificultam a evolução do paciente,

resultando na menor adesão ao tratamento.

Para alguns pacientes, a necessidade de auto monitorização, aplicações diárias de insulina, gera desconforto, frustração e preocupação, levando a omissão das doses de insulina.

A forma que o paciente lida com a doença, tem relação com os níveis glicêmicos.

A aceitação do Diabetes, o autocuidado e a maneira que o paciente encontra para enfrentar a doença, vão influenciar diretamente na glicemia.

Por conta disso há importância em se trabalhar com uma equipe multiprofissional, que irá auxiliar o indivíduo nas diversas áreas que o Diabetes atua.

O papel do psicólogo o paciente diabético, visa o desenvolvimento do auto-controle, da

conscientização da doença e do acompanhamento comportamental.

Estimular a responsabilidade do paciente diabético, na busca de uma maior aceitação da doença, resulta em uma maior adesão ao tratamento.

A Educação em Diabetes é um passo fundamental, para que se consiga atingir as metas do tratamento.

A qualidade de vida, envolvendo o lazer e a cultura, proporciona ao diabético aquisição de

conhecimentos, estimulação da monitorização e melhor aceitação, através de um acompanhamento multiprofissional, como é realizado na ANAD.

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