Aconselhamento Genético Realizado em 3380 Famílias Portadoras do Diabetes Mellitus Tipo 2, Atendidas na ANAD

Aconselhamento Genético Realizado em 3380 Famílias Portadoras do Diabetes Mellitus Tipo 2, Atendidas na Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD)

Fonte: Revista Diabetes Clinica,2014

Autor: ROSÁRIO, Horácio Bernardo; BORGES, Flavio N. da Silva; FILHO, Fadlo Fraige

Introdução:

Foi realizado o aconselhamento genético em 3.380 famílias portadoras do Diabetes mellitus Tipo 2, que se mostrou ser de grande importância, como parte da rotina de prevenção desenvolvida na ANAD.

Objetivos:

Em 35.222 indivíduos adultos de 3.380 famílias determinar: a frequência do Diabetes mellitus Tipo 2; a frequência média de portadores da doença por família; a idade média de manifestação da doença; a frequência de portadores do Diabetes mellitus por origem étnica e por sexo; dos indivíduos que se auto aplicam a insulina; dos que tomam medicamentos não insulínicos; dos que fazem dieta; construir a análise genealógica das famílias determinando o tipo de herança genética provável; calcular o risco de ocorrência e de recorrência do Diabetes mellitus Tipo 2 na família para se fazer o respectivo aconselhamento genético.

Material e Métodos:

Foram realizadas entrevistas com pessoas de cada uma das 3.380 famílias, que responderam a um questionário, através do qual, obtiveram-se os dados que eram objetivos do trabalho.

Resultados e Discussão:

A frequência de portadores do Diabetes mellitus Tipo 2 na população estudada na ANAD foi de 27%; a frequência média de portadores da doença por família foi de 3%; a idade média de manifestação foi de 52 anos; a frequência de portadores por origem étnica foi de 95% ocidental e de 5% oriental; do total de diabéticos eram do sexo feminino 48%; a frequência de diabéticos que se auto aplicam insulina foi de 48%, e 52% não tomavam medicamento; faziam dieta 55% dos diabéticos; o mais frequente tipo de herança genética do Diabetes mellitus Tipo 2 nas famílias foi a autossômica recessiva em 98% dos casos, a herança dominante foi de 2% e em 1% o tipo de herança genética não foi determinado, existindo entre estas, a probabilidade da herança ser mitocondrial.

Conclusão:

Com os resultados observados foi possível orientar os casais e respectivas famílias portadoras do Diabetes mellitus Tipo 2 sobre os riscos porcentuais probabilísticos de ocorrência e de recorrência da doença, contribuindo assim como uma das medidas importantes no trabalho de prevenção realizado na ANAD.

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