Roche estuda opções e pode vender unidade de diabetes, dizem fontes

(Bloomberg) -- A Roche está estudando opções para seu negócio de cuidado do diabetes, incluindo uma venda, disseram pessoas com conhecimento do assunto, seguindo o exemplo de outras empresas farmacêuticas que deixaram a área de tratamento em meio aos declínios dos preços.

Entre as alternativas estudadas estão uma venda parcial do negócio ou uma separação, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as deliberações são privadas. A venda poderia alcançar US$ 5 bilhões, embora a avaliação possa ser afetada pela pressão dos preços no setor, disseram. Nenhuma decisão final foi tomada e a Roche ainda pode decidir manter a unidade, disseram as pessoas. O CEO Severin Schwan disse na quarta-feira que a companhia está comprometida com o negócio.

Os recibos depositários americanos da Roche subiram 1,6 por cento, para US$ 29,96, nas negociações de terça-feira nos EUA, depois de as ações caírem 0,4 por cento, para perto de 233 francos suíços, em Zurique.

A possível saída do negócio repetiria a decisão tomada por outras fabricantes de medicamentos em todo o mundo. A Johnson & Johnson afirmou que também estava avaliando opções, inclusive venda, parcerias ou joint ventures, para seu negócio de cuidados do diabetes, citando os significativos declínios dos preços nos últimos anos. Em 2015, a Bayer fechou a venda de sua unidade de aparelhos para o diabetes para a Panasonic Healthcare, joint venture apoiada pela firma de aquisições KKR & Co., por cerca de 1 bilhão de euros (US$ 1,1 bilhão), para abandonar um negócio prejudicado pelo amadurecimento dos produtos e pela pressão dos preços.

Firmas de private equity e algumas fabricantes de aparelhos médicos poderiam se interessar em adquirir uma parte ou a totalidade do negócio da Roche, disseram as pessoas. O tamanho grande do negócio pode fazer com que seja difícil encontrar compradores, o que torna a separação uma alternativa atraente, disseram as pessoas.

As vendas da unidade de cuidados do diabetes caíram 5 por cento em 2016, para 2 bilhões de francos (US$ 2 bilhões), devido a cortes nos reembolsos pagos nos EUA, informou a farmacêutica ao divulgar seus resultados, nesta quarta-feira.

"Estamos passando por uma situação difícil, mas continuamos comprometidos com o negócio", disse o CEO Schwan na teleconferência de resultados com jornalistas.

Por: Manuel Baigorri e Ruth David, em 01/02/2017

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