Qual a Diferença entre os Eletrodos Disponíveis?

Qual a Diferença entre os Eletrodos Disponíveis?

Os implantes cocleares possuem diferentes tipos de eletrodos disponíveis para implantação. A escolha do eletrodo é feita pela equipe de implante coclear e varia segundo algumas características de cada caso e segundo a experiência pessoal do médico.

Os tipos de eletrodos são:

1- Eletrodo reto:

2- Eletrodo curvo:

3- Eletrodo fino (slim/flex):

4- Eletrodo pequeno e flexível (híbrido/EAS):

5- Eletrodo duplo (Double array):

O eletrodo reto é o preferido por alguns cirurgiões para casos gerais, ou seja, casos sem particularidades. Por ser reto, sua introdução na cóclea tende a ser mais fácil e certa. Alguns cirurgiões também preferem o eletrodo reto para casos difíceis, nos quais há um estreitamento do espaço interior da cóclea secundário a meningite ou malformações (abordarei esse assunto num futuro post). A princípio, esse eletrodo é menos ideal quando se quer preservar audição residual, ou seja, casos em que o paciente apresente algum resto auditivo funcional (minoria dos casos).

O eletrodo curvo possui um formato de caracol, se adaptando à curvatura da cóclea. Dependendo da marca do implante, ele pode possuir um estilete de inserção específico que já curva o eletrodo durante a inserção ou vir com um pequeno estilete que mantém o eletrodo retificado para a inserção, mas que, ao ser removido, libera a curvatura no eletrodo. Alguns cirurgiões preferem esse eletrodo por ser “peri-modiolar”. Modíolo é a região interna da cóclea, onde se encontram as fibras neurais que levam o impulso neural da audição até o sistema nervoso central. Assim, alguns médicos acreditam que se o eletrodo ficar mais próximo do centro da cóclea (modíolo) ele gastará menos energia para seu funcionamento, ou seja, economia de pilhas ao longo da vida. Alguns cirurgiões também acreditam que a posição peri-modiolar pode ajudar no desempenho do implante, mas não há consenso em relação a isso.

O eletrodo fino (slim/flex) é usado especificamente quando se quer preservar as estruturas intracocleares. Por ser um eletrodo mais fino e delicado, tende a ser menos agressivo durante a inserção e lesar menos as estruturas da cóclea. Esse tipo de eletrodo é mais atual, e talvez seja uma tendência para os eletrodos futuros em desenvolvimento, acompanhando a ampliação da indicação de implante coclear para pessoas com mais resto auditivo.

O eletrodo pequeno e flexível usado em sistemas híbridos está indicado em pacientes que possuem um resíduo auditivo funcional, nas frequências graves, com perda auditiva profunda em frequências agudas. Irei abordar os sistemas híbridos em outro post, mas explicando simplificadamente: trata-se de uma associação de implante coclear e AASI (prótese auditiva convencional) em um mesmo aparelho, que chamamos de estímulo eletro-acústico. Esses eletrodos são curtos e flexíveis.

O eletrodo duplo é usado para casos de cóclea parcialmente fechada no seu interior, como por exemplo, casos de cócleas ossificadas secundárias a meningite. Como o ducto interior da cóclea não é totalmente pérvio, é preciso fazer dois orifícios na cóclea para inserção dos eletrodos.

[https://www.youtube.com/watch?v=bDx12M5u4uY&feature=youtube_gdata_player]

oldestnewest

You may also like...